Pangeia Cibernética: IA já 'assombra' eleições de outros países, além do Brasil
Hungria, EUA e Colômbia estão entre lugares em que a novidade se impõe entre o eleitor e a urna
(Este texto é um trecho da edição #1 da newsletter Palanque. A íntegra está disponível aqui)
Quaisquer que sejam os usos inventivos da IA na política brasileira (dos vídeos ao laboratório, sem esquecer dos óculos) ou os resultados das eleições 2026, a influência robotizada no pleito já o aproxima de votações em nações recém-conectadas pelo mesmo impasse.
Antes de ser derrotado na Hungria em abril, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán fez circular um deepfake contra Péter Magyar, adversário que virou premier.
Criadas pelo Fidesz, partido de Orbán, as imagens falsas mostravam um soldado húngaro sendo executado na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, enquanto sua filha o esperava em casa. A mensagem era de que, se eleito para a cadeira de Orbán, Magyar teria a intenção de mergulhar o país naquele conflito evitado até então.
O movimento não virou realidade até hoje, três meses depois. Lá atrás, no entanto, foi especulado via IA para tentar descredibilizar a candidatura de Magyar.
Zohran Mamdani, o Democrata eleito prefeito de Nova York no ano passado, superou uma campanha semelhante para se eleger. No Halloween que antecedeu a eleição na cidade, Mamdani ganhou uma versão sua feita por IA graças à campanha do adversário Andrew Cuomo, ex-governador do estado de NY e seu colega de partido. No clipe intitulado “A Zohran Halloween”, Mamdani roubava doces (de “gostosuras ou travessuras”) dos nova-iorquinos: um reflexo de sua ideologia socialista (assista abaixo).
(Este texto é um trecho da edição #1 da newsletter Palanque. A íntegra está disponível aqui)



